Tamino e Papageno iniciam as provas de purificação, guiados por sacerdotes, Sarastro invoca a protecção de Ísis e de Osíris.
A Rainha da noite envia 3 damas para que Pamino e papageno quebrem o seu silêncio. Noentanto, à custa de muito esforço de Tamino, Saem os 2 vitoriosos.
Pamina está num jardim. Aparece a Rainha da Noite, informando-a que o seu amado se aliou ao inimigo. Dá-lhe um punhal e exige-lhe que mate Sarastro sob pena de ser rechaçada para sempre por ela. Pamina fica horrorizada. Nesse momento, aparece Monostatos que ouviu toda a conversa e tenta fazer chantagem. Contudo Sarastro tinha escutado a conversa entre a mãe e a filha e manda prender o escravo e pede a Pamina paciência e compreensão, tranquilizando-a, mostrando assim a sua diferença.
Papageno é testado: surge a seu lado uma mulher muito velha coberta por um capuz e uma longa capa que, ocultando sua face e suas formas. Puxando conversa com ele e revela que tem dezoito anos e que seu namorado se chama Papageno. Vai revelar o seu nome quando desaparece num alçapão. Espantado, puxa conversa com Tamino, que sucessivas vezes o repreende.
Tamino é então submetido à prova mais difícil: Pamina entra em cena dirige-lhe palavras de amor, mas ele está impedido, por seu juramento de silêncio, de dirigir-lhe a palavra. Ambos sofrem muito com esta situação. Tamino deseja falar-lhe, mas está impedido. Pamina julga, desconcertada, que Tamino lhe nega o seu amor. Chorando convulsivamente, deixa a cena com Tamino sofrendo muito pela dor que, involuntariamente, impôs à princesa.
Seguem as purificações. Tamino e Pamina são trazidos à presença de Sarastro. Faz-se silêncio em toda a assembleia. Sarastro previne a ambos que ainda se deverão submeter a outras provas. O casal deve despedir-se com um adeus pois agora o príncipe deve submeter-se à prova final – e seu futuro é incerto. Papageno também entra em cena e o sacerdote que o acompanha diz-lhe, embora não tenha sido bem sucedido na prova anterior, os deuses estavam dispostos a satisfazer-lhe um desejo. Ele pede um copo de vinho. A seguir recorda-se, numa alegre ária, Papageno canta seu maior anseio: que lhe seja concedida uma bem-amada, tão ansiosamente aguardada. A mesma velha de antes surge e informa que ele tem duas alternativas: casar-se com ela ou morrer. Ele decide-se a aceitá-la e, como por encanto, ela transforma-se numa linda jovem, a Papagena. Papageno corre a abraçá-la e é contido pelo sacerdote que lhe adverte: “Afasta-te jovem! ainda não ganhaste este direito!” E sai com a bela jovem deixando Papageno só e desolado.
Pamina, por sua vez, encontra-se num aprazível jardim envolvida por pensamentos melancólicos. Não tem certeza do amor de Tamino e, sentindo-se abandonada, pensa em suicidar-se utilizando o punhal que a mãe lhe dera. Surgem os três Gênios da Floresta, que buscam dissuadi-la daqueles maus pensamentos com a revelação de que Tamino só se submete às provas a fim de unir-se a ela. Eles recomendam que Pamina os siga para que veja Tamino na sua prova final.
Tamino está próximo ao Templo, onde se vêem duas cavernas – uma de cada lado do palco – com um portão gradeado. No centro, uma escada conduz a uma porta onde estão postados dois guardas armados. Os guardas cantam em dueto:
“Aquele que andar
Por estes caminhos
Cheios de dificuldades,
Terá de passar pelas provas
Do fogo, da água, do ar e da terra
E, se vencer
O temor da morte
Como que deixará a terra
Em direcção ao brilho do céu.
Iluminados, coração e mente,
Empenhar-se-ão pelo direito
E no sagrado rito de Ísis
Encontrarão a verdadeira luz.”
Tamino prepara-se para enfrentar a primeira prova, a prova do fogo. Pamina aproxima-se dele para participar também desta prova. Ambos entram na caverna por onde saem labaredas de fogo. Tamino, tocando a Flauta Mágica, passeia com desenvoltura em companhia de Pamina, pelas chamas que vão desaparecendo. A seguir atravessam por uma torrente de águas como de uma grande cachoeira sem que nada lhes aconteça, graças ao mágico som da Flauta. Ao retornarem vitoriosos são saudados por um coral de sacerdotes, Sarastro à frente, que rejubilam com a sua victória.
Próximo dali, Papageno ainda está atormentado, desconsolado sem a sua sonhada bem-amada. Canta com saudade Ele recorda-se de seu instrumento mágico, toca-o e Papagena surge magicamente.
A Rainha da Noite, as três Damas e Monostatos, que se havia passado para o lado da Rainha, chegam aos domínios de Sarastro. A Rainha, ensandecida ao ver Pamina e Tamino aliados ao odiado sarastro, tenta invadir-lhe os domínios e derrotá-lo definitivamente. Chegam em meio a densa treva. Nesse instante, tem lugar uma grande tempestade, com raios e trovões, que obriga os invasores a dispersarem. A noite vai aos poucos dando lugar à aurora. O sol surge e o ambiente ganha cada vez mais luz. Sarastro, o Grande Sacerdote, surge cercado pelos a sacerdotes e canta:
“A glória do dourado Sol,
Conquistou a noite.
O falso mundo das trevas
Conhece agora o poder da luz.”
Um majestoso coral encerra a ópera com louvores a Ísis e Osíris e a Pamino e Pamina:
“Salve, novos iluminados!
Passastes pela noite
Louvamos a ti, Osíris.
Louvamos a ti, Ísis.
Pela força são vitoriosos
São dignos da coroa
A beleza e a sabedoria
Haverão de iluminá-los como o Sol.”

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