domingo, 11 de outubro de 2009

A Flauta Mágica - 1º acto

A Luz venceu. A Luz vencerá.



A acção inicia-se nos domínios da rainha da noite. Uma serpente gigante persegue o Príncipe Tamino que, desarmado, tenta desesperadamente Fugir. Extenuado o Príncipe acaba por cair inconsiente sendo salvo graças à intervenção providencial de três damas (mensageiras da Rainha da noite). Impressionadas com a beleza do jovem príncipe, decidem tornar-se suas protectoras e afastam-se com relutância, para contar o sucedido, para contar o sucedido a sua soberana. Eis que surge passarinheiro Papageno enquanto o príncipe recupera a comsciência Todo emplumado e munido de uma flauta de Papagueno explica a Tamino que se encontra ao serviço da Rainha, para quem apanha aves em troca de comida e bebida. O passarinheiro apresenta-se como o autor da morte da serpente, mas a sua fanfarronice acaba por ser desmascarada pelo regresso das Três Damas. A mentira de Papagueno é então punida recebendo água em vez de vinho, uma pedra em vez de pão e, por fim, um cadeado de ouro para a boca. Por sua vez, o Príncipe Tamino recebe o retrato da filha da Rainha da Noite, Pamina, raptada por Sarastro. Ao contemplar os traços da bela Princesa, Tamino de imediato se apaixona e expressa todas as suas emoções na famosa ária do retrato surge a própria Rainha da Noite em cena para prometer a mão da sua filha a Tamino caso ele a liberte do cativeiro em que esta, diz ela, se encontra.Tamino aceita o desafio e Papageno é incumbido de o acompanhar. Como ajuda recebem dois instrumentos mágicos: Tamino uma flauta e Papagueno, que entretanto já recuperara o uso da palavra, um conjunto de 3 campainhas. Três crianças são encarregadas de os conduzirem até ao palácio de Sarastro. Papageno acaba por se afastar de Tamino sendo o primeiro a encontrar Pamina. Acidentalmente, Papagueno salva a Princesa da investida de Monostatos, o libidinoso mouro ao serviço de Sarastro. O passarinheiro confirma a identidade de Pamina e anuncia a presença e o propósito de Tamino (magnifica :)
Guiado e aconselhado pelas três crianças a ser tolerante e prudente, Tamino encontra-se perante três Templos: o da Razão, o da Natureza e o da Sabedoria. A entrada é-lhe sucessivamente recusada até que, perante a entrada do Templo da Sabedoria surge o orador.

Sacerdote (S) - Oh estrangeiro ousado, que queres tu daqui? Que procuras tu neste lugar sagrado?
Tamino (T) - Vim procurar a Virtude e o Amor."
S. - Palavras dignas de ouvir! Somente como é que tu as encontrarás! Enquanto a Morte e a Vingança arderem dentro de ti, o Amor e a Virtude não te guiarão.
T. - Vingança só para o feiticeiro.
S. - Não o encontrarás junto de nós.
T. - Reina Sarastro nestas terras?
S. - Sim! Sarastro reina aqui.
T. - Mas não é este o Templo do Saber?
S. - Ele reina no Templo do Saber!
T. - Então tudo é feitiçaria aqui.
S. - Já te vais retirar?
T. - Sim. Vou partir, alegre e livre!
S. - Devo esclarecer-te, tu não sabes a verdade!
T. - Sarastro reina aqui; para mim, já é bastante.
S. - Se prezas a tua vida, responde, não te vás. Odeias Sarastro?
T. - Odeio-o eternamente.
S. - Mas que motivos tens?
T. - Ele é desumano, é um tirano.
S. - Estás seguro do que dizes?
T. - A dor num rosto de mulhes, que outras provas devo ter?
S. - Então uma mulher enganou-te. Uma mulher faz pouco e fala muito. Tu, jovem, dás crédito às más línguas? Deves ouvir tu mesmo, pela boca de Sarastro.
T. - Que mais preciso de saber? Que crueldade tão selvagem, capturar Pamina, à força, dos braços de sua mãe!
S. - É certo, nisso tens razão.
T. - Mas dize: onde está ela? Talvez já não se encontre viva?
S. - Espera um pouco, meu rapaz. Dizer-to já não poderei.

Tamino toca a sua flauta mágica e em resposta ouve a flauta de pan de Papageno. Papageno aparece com pamina fugindo ambos de Monostatos. Quando está a alcança-los aparece o poderoso Sarastro que diz a tamanina que amando-a compreende que ela ame a outro e que nada tem a repreende-la. Repreende Monostatos pelos seus intentos sobre Pamina. Sarastro oferece a Pamina e a Tamino a chance de estarem juntos, porém devem primeiro ser purificados e são conduzidos para dentro do Templo.

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